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Como melhorar (e saber usar) a memória

O que fazer para alcançar uma boa memória em meio ao turbilhão de novas informações que recebemos a cada dia? Segundo o neurologista Oscar Bacelar, membro titular da Academia Brasileira de Neurologia, a memória não funciona como uma câmera filmadora, mas registrando trechos do evento vivido. E a atenção e relevância do assunto são o que fazem aumentar sua retenção, nossos componentes afetivo e motivacional.

Nas salas de aula, por exemplo, é importante ter o professor como aliado no facilitador da aprendizagem. A forma com que as informações são passadas aos alunos e no tipo de relação que o professor mantém com eles fazem grande diferença. Informações decoradas podem ficar retidas por longos períodos, na dependência da sua relevância. Mas o aluno dificilmente conseguirá dissertar sobre o tema em questão e raciocinar criticamente se não houver registro de conteúdo.

Ao mesmo tempo, decorar como forma de arquivamento é uma forma de aprendizagem. “É muito útil para profissionais como músicos e atores de teatro. Existe um tipo de memória chamada priming, que evoca as informações por meio de dicas. Tempos atrás, nos vestibulares tínhamos que decorar a tabela periódica de química e para isso usávamos métodos mnemônicos. Mas este tipo de recurso não fazia com que lembrássemos da função do ferro, por exemplo”, diz o neurologista.

Para o neurologista, a melhor técnica para auxiliar na aprendizagem é rever e colocar em prática o conteúdo aprendido. Fazer resumo é útil. Ensinar para o colega também ajuda. “Sugiro também fazer um trabalho prático como construir uma pilha, uma rede elétrica – em série ou em paralelo ou viajar para o local que estudou. Ao buscar novas fontes sobre o mesmo tema, o aluno ampliará seu conhecimento”, acrescenta.

Quanto às novas tecnologias é preciso saber usá-las com bom senso. “Elas vêm sem manual de etiquetas e se forem aproveitadas adequadamente só ajudam no processo da aprendizagem. O problema é que as pessoas checam e-mail o tempo todo, e dão mais importância a quem está no celular do que quem está na sua frente. Este bombardeio de informações confunde e distrai o cérebro. E não dá para fazer tudo ao mesmo tempo. A culpa é nossa”, diz Oscar.

Nas escolas, os professores podem transformar os novos recursos tecnológicos em seus aliados. Alguns exemplos: criar chat com os alunos para tirar dúvidas, redes de debates sobre assuntos diversos, envio de matérias pela web para os alunos estudarem, exercícios interativos, trabalhos de pesquisa, aulas em multimídia (com vídeos do youtube), aulas não presenciais com professores de outras cidades e países. Enfim, as possibilidades são infinitas, do tamanho da web, conclui Oscar.

High school: intercâmbio na medida para quem quer estudar no exterior

Que tal estudar no exterior e ao mesmo tempo ter a oportunidade de descobrir suas aptidões profissionais? Morar em um outro país é um sonho que tem visitado a cabeça de grande parte dos estudantes brasileiros.

A oportunidade de viver fora do seu país é tentadora quando se pensa no crescimento profissional e pessoal que uma viagem como esta pode proporcionar. Melhor ainda é pensar que além de conhecer uma nova cultura e de ter convivência com uma família tradicional do local, pode-se também estudar matérias que desenvolvam suas habilidades profissionais.